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Histórico

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sope_aerea(1) Em meados do século passado a área do Sopé pertencia a antiga Fazenda do Morro, de propriedade de João Pires. Dela foram desmembrados diversos sítios no início dos anos de 1940 e que passaram a pertencer a João Wellendorf, Sebastião Pinto, Francisco Garcia, Christiano Augusto Moller (Cristiano Mila), entre outros. Deste último foi adquirida uma gleba de dois alqueires (4,84 ha), por Speridon Melichenco, em 1946, chamada Sítio do Morro.
O Speridon ficou mais conhecido por seo Pedro, apelido dado pelos portugueses quando ele trabalhou na estrada de ferro Sorocabana, como bombeiro. Ele tinha 12 ou 13 anos e era responsável por transportar a água para os trabalhadores da ferrovia. Ele é natural da Romênia (Bessarábia) de onde veio para o Brasil com 11 anos de idade, em 1926.

Foi na Fazenda do Morro que em 2 de outubro de 1920 estouro uma das caldeiras do engenho de açúcar e pinga ali existente, acima da área do Sopé, matando quatro pessoas da família Panzan, de Sumaré, arrendatária daquele engenho. A notícia foi transcrita no Jornal Aberto, de Monte Mor, edição de 8 de outubro de 1983.

No mesmo ano de 1946, na gleba adquirida do Christiano, o seo Pedro construiu a sua primeira casa própria, em barrote e piso de terra batida, sem forro, água de poço e iluminação a lampião de querosene. No sítio foram exploradas ao longo dos tempos, lavouras diversas, tais como, milho, arroz, batata doce, mandioca, ervilha, amendoim, alho, cebola, laranja, banana, abacate, etc. Tinha também franguinho no terreiro, gado no pasto e porco no chiqueiro. Por isso não faltavam carne, ovos e leite. Fubá e farinha de milho sempre tinha.

O poço construído naquela época, em 1948, existe até hoje e foi feito pelo poceiro Aristides Rodrigues. Tem 18 m de profundidade, ladrilhado desde a boca até o fundo com tijolos maciços na posição espelho. Foi muito mais abundante de água do que hoje. Mas é uma água de alta qualidade, sem odor e sem gosto.

Em 1963 a velha casa de barrote foi substituída por uma em alvenaria, já com piso de tijolos, forro de madeira, telha francesa, energia elétrica que acabara de chegar em 1962. O construtor (pedreiro) foi o José Busiol mais conhecido por Bepe Bucholi. O servente foi o próprio seo Pedro e o Geraldo Bucholi (filho do Bepe) que depois se tornou um grande construtor em Monte Mor.

A instalação elétrica foi feita pelo Lenin Melichenco e pelo Juca, amigo dele, sendo que ambos nessa época residiam em Santo André.

Na nova casa então construída, morou o seo Pedro com a Dona Ema, sua esposa, por muito tempo. Em 2011 ela foi totalmente reformada, só aproveitando as suas paredes e o contra piso, transformando-se no atual Chalé 4.

A partir de 1978 o Sítio do Morro e depois Chácara Morumbi, como era chamada, passou gradativamente a se transformar num camping por decisão da família e em especial do seo Pedro, que com alguns dos seus filhos, havia viajado pelo nordeste e conhecido diversos campings.

Antes, o atual Sopé já recebia muitas famílias amigas do ABC e de São Paulo onde residiam três dos filhos do seo Pedro. Elas passavam o fim de semana usando a infra estrutura disponível no sítio que então era destinado a atividade agrícola.

É preciso registrar que ao lado do hoje Sopé Camping funcionou desde os idos de 1950 até pelo menos 1965, a tradicional Venda do Morro ou Venda do Cristiano Mila. Nela havia de tudo, os tais “secos e molhados”, os doces de venda (eles eram da Campineira, eu me lembro disso), pão, refrigerantes em geral, cachaça da boa. Bom, mas tinha o lazer de toda a vizinhança: bochas e maia. O Christiano era uma pessoa muito evoluída para a época. Tinha geladeira a querozene, energia elétrica de gerador próprio, telefone (não era celular, não, eram postes e fiação da cidade até a venda), rádio e assinava jornal. Tinha um caminhãozinho Ford para fazer as compras na cidade e para ser revendida em seu estabelecimento. Tinha bom relacionamento com os políticos da época. Chegou a ser Inspetor de Quarteirão, título dado a um tipo de subdelegado.

O Bairro do Morro onde se localiza o Sopé e onde e localizava a Venda do Morro (hoje o prédio já não existe mais, tendo sido demolido em 2011) tinha inúmeros sitiantes, colonos e empregados que freqüentavam a Venda: famílias tradicionais dos Clemente, Wellendorff, Emke, Steffen, Sander, Fahl, Malaquias, Vieira, Bueno, além dos inúmeros colonos da então fazenda Monte Belo, Fazenda Cacinha, Fazenda Monte Mor. A maioria fazia as suas compras mensais de mantimentos na venda.

A tradicional Venda do Morro ou do Christiano Mila, ficava ao lado do hoje Sopé Camping e funcionou desde os idos de 1950 até pelo menos 1965. Nela havia de tudo, os tais “secos e molhados”, os doces de venda (eles eram da Campineira, eu me lembro disso), pão, refrigerantes em geral, cachaça da boa. Bom, mas tinha o lazer de toda a vizinhança: bochas e maia. A lado da venda existiu, até por volta de 1950, um campo de futebol, localizado em terras de José Malaquias, hoje pertencente a Nair Presta, viúva de José Presta. Sabe-se que o seo Pedro foi Juiz em jogos realizados ali. O Christiano era pessoa muito evoluída para a época. Tinha geladeira a querosene, energia elétrica de gerador próprio, telefone (não era celular, não, eram postes e fiação da cidade até a venda), rádio e assinava jornal. Tinha um caminhãozinho Ford para fazer as compras na cidade e para ser revendida em seu estabelecimento. Tinha bom relacionamento com os políticos da época. Chegou a ser Inspetor de Quarteirão, título dado a um tipo de subdelegado.

Existe até hoje no Sopé restos de um pequeno trecho (cerca de 50 m) da antiga rota dos tropeiros que vinha de Piracicaba com destino a Jundiaí. Esta rota passava dentro da cidade de Monte Mor, na atual Rua José Ferreira (2).

(Quem tiver mais informações históricas do bairro, pode nos contatar.)

Leonel Melichenco
Engenheiro Agrônomo. Sócio proprietário do Sopé

(1) As informações contidas no Histórico são baseadas em conhecimentos próprios, pois vivi esta época e também em alguma informações de pessoas diversas, inclusive da minha família.
(2) Malaquias, Nazário Eugenio – Nossa Terra, nossa gente. Nossagraf – Gráfica e Editora Ltda. 2009.

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